Alguns apontamentos sobre o jogo do pau português.

Medalhas do Campeonato Nacional de Bastão - 2013 - 

Medalhas do Campeonato Nacional de Bastão - 2013 - 

A tradição do Jogo do pau representada por mestre Nuno Russo no novo videoclip dos Deolinda.http://www.youtube.com/watch?v=pjACOG_loM0“Os Deolinda apresentaram esta segunda-feira (Março2013) o videoclip “Seja Agora”, o primeiro single do novo álbum ”Mundo Pequenino”, lançado no mesmo dia.O videoclip, realizado pela QUIOTO e produzido por Joana Faria é, antes de mais, uma homenagem à dança, presente em todo o videoclip. Piny foi o nome escolhido para dar forma, ou formas, ao que originaria um espetáculo de movimento, no qual se cria uma fusão de estilos que representam diferentes culturas e países, mas onde, apesar de tudo, é possível distinguir os vários estilos de dança que se fundem num só. Para Piny este foi o maior desafio, fazer com que todos os estilos resultassem num único movimento.No Making Of, disponibilizado pela Antena 3, podemos ver como cada bailarino procura o seu movimento no seu próprio estilo: Piny no Tribal Fusion Belly Dance, Yolanda no Flamenco Árabe, Lúcia Afonso na Capoeira, Leo Ramos no Hip Hop, André Cabral no Contemporâneo, Rui Rosa no Vogue, Raquel Correia no Hula e para o Jogo do Pau, Nuno Russo.” - Publicado por: In Dancing Shoes - Tudo Sobre Dança em Portugal!

A tradição do Jogo do pau representada por mestre Nuno Russo no novo videoclip dos Deolinda.
http://www.youtube.com/watch?v=pjACOG_loM0

“Os Deolinda apresentaram esta segunda-feira (Março2013) o videoclip “Seja Agora”, o primeiro single do novo álbum ”Mundo Pequenino”, lançado no mesmo dia.

O videoclip, realizado pela QUIOTO e produzido por Joana Faria é, antes de mais, uma homenagem à dança, presente em todo o videoclip. 
Piny foi o nome escolhido para dar forma, ou formas, ao que originaria um espetáculo de movimento, no qual se cria uma fusão de estilos que representam diferentes culturas e países, mas onde, apesar de tudo, é possível distinguir os vários estilos de dança que se fundem num só. Para Piny este foi o maior desafio, fazer com que todos os estilos resultassem num único movimento.

No Making Of, disponibilizado pela Antena 3, podemos ver como cada bailarino procura o seu movimento no seu próprio estilo: Piny no Tribal Fusion Belly Dance, Yolanda no Flamenco Árabe, Lúcia Afonso na Capoeira, Leo Ramos no Hip Hop, André Cabral no Contemporâneo, Rui Rosa no Vogue, Raquel Correia no Hula e para o Jogo do Pau, Nuno Russo.” - 
Publicado por: In Dancing Shoes - Tudo Sobre Dança em Portugal!

Fonte: youtube.com

http://www.youtube.com/watch?v=HNEOwdCRdmM
Palestra de Pedro Tânger na Quinta da Regaleira em 2012, sobre o jogo do pau português, a sua experiência de competição com bastão contra outras artes marciais e o contexto da esgrima lusitana nas artes marciais e na cultura portuguesa, com introdução de mestre Nuno Russo.

Campeonato Nacional - 2001 -

Fonte: facebook.com

TORNEIO DO SUL- GCP -1997- LISBOA

Torneio de Bastão de combate - Esgrima Lusitana

Fonte: facebook.com

Participação da freguesia de Infesta -Associação do jogo do pau- na exposição de murais de camélias de Celorico de Basto.

Participação da freguesia de Infesta -Associação do jogo do pau- na exposição de murais de camélias de Celorico de Basto.

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No alpendre do carpinteiro reunia-se o povo do lugar onde as novas vinham a lume, frescas, em jeito de escárnio e maldizer. cónego estava sempre no eixo da discussão e agora os circunstantes debruçavam-se sobre a eventual prole ou filharada de D. Celestino, lá para os lados da Serra. Não se sabia ao certo quem eram as beatas apanhadas pela rede do pároco que geria mais de uma freguesia do concelho. Desconheciam-se, por ora, casos de pedofilia, coisa tratada com pau de marmeleiro, deixando o energúmeno com o crânio desfeito, seguramente.

- Seguramente que ele não se mete com a tia Belarmina, porque, se o fizer, fica com as costelas partidas - diz o Aristides.

- Como assim? - indaga o Fortunato.

- Ora, não sabes que ela leva, normalmente, o namorado, noite adentro, à própria casa, em Cavião? - pergunta o Aristides. No regresso, sete malandros atravessaram-se-lhe no caminho e ela, com o pau de marmeleiro, que andava sempre consigo, atirou-os por terra!

- Essa é que é uma mulher a sério - interrompe o Cego da Catrina! É a única que não tem medo do tardo e vai ao moinho, sozinha, a qualquer hora da noite.

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“A vida é um ensaio” - Adriano Correia de Pinto (2010) 

Fonte: books.google.pt

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Cena de romance histórico sobre as guerras liberais portuguesas, em que um jardineiro armado de varapau, para proteger um jovem, bate-se com um grupo de caceteiros enviados pelo morgado.

“Distinguiram por fim ao longe uma figurinha de militar.

Era João, vestido de guarda nacional, farda curta de saragoça portuguesa, com botões brancos, gola azul claro, laço azul e branco no chapéu redondo.

Do ponto onde estava, o mirante sobranceiro ao pátio, em face ao alpendre da escada, ia vê-lo entrar e, talvez como antigamente, ele viesse falar-lhe, arrependido da imprudência.

Pensando assim, seguia-o Maria num olhar de ansiedade, encobrindo-se com as trepadeiras do caniçado, para não lhe dar a confiança de mostrar que o esperava.

Vinha já perto, quando notaram dentro movimento desusado.

Corria o quinteiro, e meia dúzia de cavadores de enxada, batendo os pés descalços na terra endurecida pelo calor, varapaus ao ombro, falando alto.

Desacorrentara o criado dois grandes cães de fila, amarelos, rabo cortado, focinho negro, faces ameaçadoras, que de noite rondavam ganindo e uivando.

Ao chegarem ao pátio, ocultaram-se na cocheira homens e cães, e o quinteiro foi esconder-se por traz do postigo, como se quisesse fecha-lo mal entrasse João.

- Que é isto, José? - perguntou Maria, suspeitando uma violência.

- Ordens do senhor morgado - respondeu ele, rindo alvarmente - não quero saber!

Mas Josefa da Esperança, muito nervosa, nem lhe dera tempo à resposta, e ao ver João em frente do mirante, avisou-o:

- Não entre, que lhe querem bater!

Maria, correndo ao muro, bradou-lhe também:

- Foge, foge!

Numa grande excitação, gritava a prima:

- Aqui d’el-rei! Aqui d’el-rei!

Ele recuara ao ouvir os gritos e, vendo aparecer ao postigo a cabeça lanzuda, compreendeu que lhe faziam uma espera.

Desembainhou a baioneta, aprumou-se garboso, e avançou muito pálido para a porta, que de dentro fecharam com estrondo.

Sentiu então Maria que o amava, vendo-o encarnar o tipo glorioso, cavalheiresco, da imaginação das raparigas, geralmente fixado nos que têm por ferramenta a espada e a lança do cavaleiro andante de outras eras.

Dirigia-se-lhe com o coração nas mãos, como ele no pomar, num rubor de sangue, lavada em lágrimas, pondo as mãos:

- João, João, não te percas por minha causa!

Sem a atender, batia exasperado no portão com o punho da baioneta, bradando querer falar ao senhor Martinho Vasques.

Ouvindo ladrar ameaçadores os cães de guarda, virou-se Maria para o pátio.

Aos gritos de socorro de D. Josefa, correra de dentro o jardineiro com um grosso varapau cruzado como a espingarda, a ponta á altura dos olhos, fortemente cingido ao corpo.

- Querem bater no Joãozinho! - explicou-lhe ao vê-lo.

Correu o veterano ao postigo, aferrolhou-o, e berrou aos caceteiros que se fossem embora.

- Quem manda aqui é o fidalgo! - respingou o quinteiro, fazendo-se forte à frente do bando.

Mas os camponeses, receando as fúrias do velho, mantinham-se indiferentes, apoiados aos bordões, num riso estúpido.

- Deixe-me abrir a porta! - insistia o José da Quinta, querendo deitar os cães, segundo as ordens do amo.

- Primeiro te racho de meio a meio! -ameaçou mestre Jacinto, encostando-se ao postigo.

- A vem-te com estes! - casquinou o quinteiro, abrindo com um pontapé a porta da estrebaria.

Saíram ladrando excitados _Marujo_ e _Sultão_, mas conhecendo o jardineiro, não lhe pegaram.

- És pior que os cães, que os animais não têm entendimento e não fazem mal só porque os mandam!

E o velho rilhando o dente, na fúria que o tornava terrível, avançou, crendo-se em plena batalha, e fez recuar o capataz e o rancho, levando-os de roldão até ao fundo do pátio.

Ai, metido em brios, tentou defender-se o mandatário do morgado, mas caiu, lavado em sangue, com uma cacetada na cabeça.”

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“Os Bravos do Mindello” - Faustino da Fonseca (1906)

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Os caceteiros, eram homens pagos para bater noutros por motivos políticos. Não eram no entanto, guerreiros, como os clássicos mercenários, que davam a vida na batalha, mas cobardes, que a troco de dinheiro batiam em gente geralmente indefesa, com o objectivo de causar terror e calar os opositores de quem lhes pagava.

O caceteiro e o jogo do pau nada têm a ver, pois nunca se conta historia de um caceteiro a lutar bem com a o seu cacete, pois bater em alguém desarmado nada custa, não requer arte, e o jogador de pau, tem sempre um adversário à altura, com quem se debate de igual para igual, ou mesmo contra vários adversários.“A honra exigia um combate frontal, de homens que se olhavam e mediam nos olhos”

Várias são as histórias na literatura que nos contam a honra do lutador de pau, que não ataca quem não trás vara, que defende o seu próprio adversário quando este mostra valor, por isso, vamos aqui defender os valores do “puxador” português, contrastando-o com a cobardia de alguém que simplesmente bate com um cacete.

E para que tal não se perca da memória, e que se continue a praticar o jogo do pau como arte de combate, e não de cacetada, fica aqui uma antiga mas boa explicação do que é o caceteiro.

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“Caceteiros miguelistas a confrontarem homens desarmados” 

“Digam lá o que quiserem políticos, e casuístas, que é tudo quase a mesma raça, escrevam quanto lhe lembrar os jornalistas, e os que o não são, ralhem muito os que perdem, que são poucos, com as novas tendências sociais, e queixem-se os que lucram, que são todos, do pouco que se conquista polegada a polegada nesta santa cruzada do progressivo melhoramento social, a verdade é que a civilização caminha incessantemente, e não há fechar-lhe as portas; se lhas fecham, faz pé atrás  e arromba-as! 

Pois bem: se isto assim é, a geração que nos suceder há de ignorar a significação de muitos termos, que aliás hoje são entre nós vulgares, e trivialissimos. É necessário deixar-lhos explicados com bastante clareza para auxilio dos futuros cronistas, e dos Santas Rosas de Viterbo, que a providencia lá tem no seu grande reservatório para compiladores de glossários de palavras antiquadas.
(…)

É o que há-de acontecer com a palavra caceteiro, se nos não mente a confiança que temos no bom senso português  e na constante, e severa aplicação dos bons princípios  assim haja quem os aplique, e quem lhes possa sofrer a aplicação!

Com efeito ou quanto se nos tem dito a respeito de progresso, e civilização  são refinadas mentiras, ou há-de chegar um tempo, e não muito distante em que não seja possível compreender como alguém se lembrou de introduzir uma ideia pelo método da maceração da carne, da fractura dos ossos, ou pelas fendas abertas no crânio por uma bem puxada bordoada de cacete! 

Se escrevermos a historia do nosso tempo, e contarmos, como é de razão, que houve um período em que a justiça dos princípios se provava à bordoada, que aos espíritos  que a não compreendiam se lhes ajudava o engenho com uma boa sova de pau, que o pensamento imanifestado, e mesmo oculto, e apenas imaginado atraia sobre a vitima a correcção daquele grande silogismo de carvalho, talvez não queiram acreditar-nos!

Pois filosofem como quiserem os críticos futuros; o caso foi verdadeiro, e por vergonha nossa passou-se nesta terra portuguesa no século décimo nono!

Porém a incredulidade, que a narração de tais sucessos deve produzir, aumentara quando a história acrescentar, que pelas mesmas mãos em nome de diversas causas se produziram os mesmos efeitos! Caceteiro chegou a ser oficio como aguadeiro, barbeiro etc.

O caceteiro não tem opinião politica: é um homem corrompido, e devasso, sedento de ouro, e de licença, que espreita nos olhos de quem pôde conceder-lhe uma destas coisas ou ambas o sinal de extermínio  que ele sabe adivinhar com um instinto prodigioso. Que reine o sr. D. Miguel, ou a filha do sr D. Pedro, que o governo seja absoluto, ou representativo, que o sistema governamental seja rigoroso, ou indulgente, que os ministros sejam honrados, ou prevaricadores,  o caceteiro está pronto a castigar a opinião vencida, a atacar cobardemente o desgraçado, a tirar-lhe mesmo a vida, se tanto for necessário! 

A causa, que sucumbe, pôde contar o caceteiro no numero dos seus inimigos, mas o mesmo, o mesmíssimo homem com o entusiasmo do partido abandonado ainda quente da vespera, porém com o braço vigoroso de actualidade  e com a cabeça fervente dos santos princípios, que se incutem a pau.

Crê ou morre, diziam os turcos aos cristãos, mas se as meias luas ficavam humilhadas diante do sinal da redenção quem viu o soldado turco voltar a Fez, entrar na mesquita, degolar os crentes, ou pôr-lhes o alfange aos peitos para que adorassem o Crucificado? Ninguém.

Pois isto, que os turcos não faziam, fazemo-lo nós, profetas da civilização  bárbaros de nova, e danadissima espécie!

E louvado seja Deus, neste negocio ninguém pôde dizer a seu irmão racca: todos os partidos tem culpas no cartório, e grandes, enormíssimas.

Nunca apetecemos poder de nenhuma espécie  mas se o tivéssemos cobiçado pleno, forte, e sem limites, seria para enforcar um caceteiro em cada terra onde os houvesse, como o marquês de Pombal fez aos ladrões entre as ruínas do celebrado terremoto.

- Em quanto for possível espancar um homem, porque a combinação das suas ideias, dos seus interesses mesmo o dirigiu neste ou naquele sentido politico, o grito de viva a liberdade é uma solene mentira, uma destas burlas indecentes, que se podem fazer a um homem mas que a uma nação nunca se fazem impunemente.

E o mais é que ninguém tirou ainda até hoje proveito de semelhante sistema; pelo contrario; governo, que tolerou os cacetes, que imaginou inspirar confiança, estabelecer o credito, e firmar a ordem a pau  enganou-se, e caiu miseravelmente: autoridade que os não castigou, incorreu na indignação publica, particular, que os incitou, ou premiou, tarde ou cedo veio a ser vitima deles.

Mas digamo-lo também para consolação dos verdadeiros crentes, dos que acreditam de boa fé na força da sã, e inconcussa doutrina da liberdade, e da ordem, em Portugal todos os homens bem educados detestam os caceteiros, e Lisboa, estamos em que já não os suportaria nem assalariados nem oficiosos; se pudesse ainda suporta-los, se tantos anos de educação liberal não tem produzido ao menos aquele resultado, então…. então que?

Cuidavam que desesperávamos da possibilidade pratica dos bons princípios  Enganam-se, desesperariamos dos homens, e não teríamos menor razão para lhes applicar a exclamação, que o servilismo do senado arrancou ao próprio Tibério  homines ad servitutem paratos.”
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“Roberto Valença - Romance” António Augusto Teixeira de Vasconcelos (1848)

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Regra de combate em inferioridade numérica, em manual de esgrima do século XVI de um autor natural de Santarém.
Bastante similar ao que muitos grupos de jogo do pau fazem, na pratica do jogo do meio.

“Do Arte de Esgrima”, Domingo Luís Godinho - 1599

“10ª Regra - Cercado, numa praça, campo ou rua.

É preciso ter muita agudeza, agilidade e um grande brio, quando numa batalha nos encontramos cercados de adversários.

Logo, celeremente segure o montante*1 pela forma da 3ª Regra*2, e, estando no meio deles, com os joelhos dobrados, a cabeça direita, fixado no pé esquerdo, corte um talho*3. Seguindo com o pé direito, corte outro talho, de forma a ir andando de lado, ora sobre o pé esquerdo, ora sobre o pé direito, e vá dando talhos em roda viva, cingindo todo o corpo em roda com o montante. Dá-se a cada passo um talho, que poderão ser até três ou quatro, mas que não devem passar de cinco, pelo perigo que há em desfalecer a cabeça. Acabados estes passos, dados com talhos, volta-se para o lado em que se começou, com outros passos, desta vez dando revezes*4. Da mesma forma que os talhos, dá-se um revés em cada passo do pé, rodando todo o corpo com o revés.

É de notar que quando se segue rodando, com os ditos golpes, os pés deverão ser colocados com segurança, e mais, devem ser colocados direitos, estando sempre um ou outro fixo, e andando com o corpo sempre muito direito. Com a cara, ora olhando para um lado, ora para o outro. E desta forma, ora com passos de talhos, ora de revezes, a um lado e a outro, se dará tantos passos enquanto dure a batalha.

Adverte-se, que se se estiver cercado em campo aberto, os passos não devem ser dados sempre ao mesmo lado, volta-se ao sitio onde se começou, mas continuando a dar passos, ora a um lado ora a outro, fazendo todo o circuito numa roda.

Se for o caso de se estar numa rua larga, neste caso devem-se dar passos a um lado e ao outro, e é de advertir que não devem haver pontuadas.

Caso haja necessidade de romper o esquadrão inimigo que nos cercou, dever-se-á carregar, com passos, sobre a parte onde se vir maior fraqueza. E aproximando-se com um brado para fora, juntamente dar-se-á uma ponta com as unhas para cima, um grande salto em roda, e no fim da ponta, um talho e um revés. Estando de fora, pode-se aproveitar para fazer a 9ª Regra.

Como aviso, quando se está cercado, deve-se sempre carregar ao lado onde os adversários tiverem mais força.”

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1- Espada grande, que se segura a duas mãos, geralmente com um pouco mais de metro e meio.
2- Guarda alta do lado direito da cabeça, com a ponta para trás.
3- Pancada enviesada pela direita.
4- Pancadas enviesadas pela esquerda.

Texto adaptado para português actual.

Para saber mais sobre o autor e a esgrima Iberica antiga, consultar http://www.spanishsword.org

Fonte: spanishsword.org