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“Guardando o Rebanho”
Silva Porto - 1893 -
“Jogos de pedrada, pau, etc.
Edital de 7 de Maio de 1785, para acautelar e prevenir os jogos de pedradas, de pau, de espada nas praças publicas, e o das cartas, e os mais prohibidos nas tabernas, lojas de bebidas, etc.”História da Guerra Civil e do estabelecimento do governo parlamentar em Portugal comprehendendo a história diplomática militar e política d’este reino desde 1777 até 1834. - Tomo 3
Source: purl.pt
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Anos 60
Jogo do pau de Bucos -
Anos 40
jogo do pau de Bucos
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“Ilustração Portuguesa” - 21 de Junho de 1909. Nº174, Pg 798
“Jogo do pau pelos alunos da Escola Académica”
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“Ilustração Portuguesa” - 14 de Junho de 1909. Nº173, Pg 756
-A FESTA SPORTIVA DA ESCOLA ACADEMICA EM 6 DE JUNHO
“1 - O professor de jogo do pau, sr. Arthur Santos, e dois dos seus discipulos” -
O Manilha
É de Quintas Neves, o «Manilha», a quem saltam ao caminho três contendores, chefiados pelo seu rival em amores, para o proibir de põr mais os pés na freguesia.
O caminho, apesar de largo, não lhe permitia, contudo, alargar-se num varrimento capaz de formar terreiro onde pudesse desenvolver um jogo largo, sem surpresas prejudiciais. Optou pelo jogo curto, o jogo da quingosto, bem cincido ao corpo, em movimentos de boa cobertura onda a vara era uma barreira móvel.
No primeiro tempo reuniu os adversários numa só frente, ficando desta forma sem preocupações de cobrir a retaguarda; e ao primeiro que se adiantou, bem quadrado no comprimeiro dos paus, traçou-lhe a defesa num falsete de mestre, que o separou desarmado da contenda.
Os dois restantes, um dos quais novato a quem tinha ensinado alguns rudimentos do jogo, perderam a coragem e já só jogavam processando uma defesa hesitante. Mas o «Manilha», a quem não convinha deixar de visitar a localidade porque gostava a valer da namorada, não queria molhar a vara e, como numa das sua aulas no Souto das Carvalheiras, entreteve-se pardatinamente a cansar-lhe os braços e o corpo em movimentos mais largos do jogo da cruz.
Decorrido pouco tempo, os dois adversários a quem, como ao primeiro, não incitava o ciúme estavam encostados a um dos muros laterais, derrotados e já sem forças, quando um largo vira-costas de amplos movimentos circulares, o atacado se aproximou procurando num sarilho, em que era eximio, atordoar os dois antagonistas. Não foi preciso mais: os dois num movimento unanime, hirtos, contra a parede, atiraram aos pés do Afonso os seus varapaus, ficando, de braços cruzados, á espera da reacção do considerado jogador.
Esta não se fez esperar: num salto ligeiro, recuando cerca de dois passos, juntou, num gesto cheio de nobreza, a sua vara à dos dois vencidos, e assistiu, em posição e atitude de calma simpatia, à retirada dos dois, cabisbaixos e curvados….
Festividades ciclicas em Portugal - 1984 - Herneste Veiga de OliveiraSource: pt.scribd.com
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Veloso Salgado (1864-1945) - “Paisagem com figura masculina”
-óleo sobre tela
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Farinha e Pedro Augusto da Silva
N’essa noite da minha apresentação vi esgrimir muitos jogadores, mas as attenções concentraram-se todas nos dois últimos, que eram os seus mais notáveis discipulos.
Estão ambos mortos, mas um d’elles, Farinha, empregado na Alfandega, só tive o prazer de o vêr jogar duas vezes.
E digo prazer, porque é realmente um espectáculo extremamente agradável o de dois luctadores da mesma força, ostentando todos os seus recursos e os da arma que manejam, com a maior facilidade, certeza e elegância, nas posições e nos movimentos - jogando durante meia hora, sem um leve toque, e com os golpes apenas indicados pelo gesto! Isto, feito com o pau - arma pesada e d’alcance - ainda mais provoca e justifica a admiração.
O outro contendor era Pedro Augusto da Silva — empregado no Ministério da Fazenda, o introductor e primeiro mestre d’esta esgrima no Gymnasio Club de Lisboa, onde deixou a tradição do mestre - e que foi, durante os últimos annos, o prévôt effectivo da escola de José Maria. Já se vê, portanto, que devia ser interessantissimo o prélio, em que os dois adversários se empenharam; sobretudo para mim, que nunca assistira áquelles assaltos, e que ao principio receiava a todo o momento vêr um braço quebrado ou uma cabeça partida!
Nada d’isso, porém, aconteceu, e quando elles, apontando os paus para a terra, fizeram as cortezias finaes e cumprimentaram a assembléa — esta applaudiu-os calorosamente. Ambos se tinham mostrado cortezes na lucta, rápidos e certeiros no ataque, previstos e firmes na defeza (…)
Discipulos do mesmo mestre, e ambos da mesma geração, representaram, no meu entender, os dois estylos, as duas maneiras d’esta esgrima. Farinha, uma cabeça antiga, com o cabello rente, a barba toda, e a expressão um tanto severa, era - se assim o podemos chamar- um clássico. Pedro Augusto, com o bigode negro, a cabelleira crescida, o olhar movel, e o gesto um pouco brincão, era romântico.
Aqui, como nas lettras, como em tudo, no estylo via-se o homem. O jogo de Farinha era académico, o de Pedro Augusto pendia para o pittoresco, era mais brincado, mais ligeiro, mais alegre. Assim devia ser, porque de todos os primeiros, que conheci, era elle o que dispunha de menos força physica, e então soccorria-se da agilidade, que, graças ao constante exercício, conservou até ao fim da vida. Era um pasmo vêr como elle, com muito mais de sessenta annos, fraco e achacado do peito, ainda saltava, na sala do Gymnasio, á compita com os seus discipulos, rapazes de dezoito e vinte annos! Para professor dar-lhe-ia eu a preferencia, mas n’um assalto, com um jury sério, o jogo de Farinha teria talvez maior numero de votos. Este era duma correcção absoluta, um verdadeiro primor d’arte todo o seu conjuncto! Um modelo raro, para a illustração d’um livro, d´um tratado especial! Que perfil o de toda a sua figura! que firmeza de posição, que rapidez, e que segurança nos movimentos, no avançar, no recuar, no ataque e na defeza! Annos depois tornei a vêl-o jogar — já doente — Farinha ainda era o mesmo impeccavel artista!
Dir-se-ia uma estatua em movimento, se a estatua podesse dar-nos a impressão real da vida!
Artigo do “Diário da Manhã” em 1883
Incluido em “Lisboa Moderna” (1906)-Zacarias d’Aça
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Lambada
Xegada estava entaõ uma romagem
Dia de Pentecoste, onde Coimbra
Em pezo aos Olivais sair costuma.
He esta uma função das mais luzidas
Daqueles arrebaldes; ali entra
Tudo o bom, e bonito, e ali se encontra
Todo o recreio de qualquer espece.
Veemse ali jacozissimas Comedias
No amplo teatro do arraial vistozo.
Veemse as Trajedias de orroroso aspéto
A sena ensanguentarem, D’uma parte
Esgrimese com ansia a espada preta,
D´outra em jogo de páo soa a lambada.
(…)
“Santarenaida: poema eroi-comico” de Francisco de Paula de Figueiredo (1792)






